Descrição
Este artigo discute a concepção do corpo da criança como um espaço decolonial, um ateliê de arte viva que se desdobra em potência, criação e pertencimento. Rompendo com paradigmas eurocêntricos, adultocêntricos e coloniais, propõe-se a revalorização de práticas ancestrais e naturais como fundamentais no envolvimento infantil. Destaca-se a interação direta com a natureza como uma vivência que transcende o formal e o cognitivo, permitindo à criança explorar, sentir e experimentar o mundo de forma autônoma e criativa. Ao reconhecer o corpo como um território de invenção e a natureza como parceira no processo educativo, este texto propõe caminhos para uma pedagogia sensível, onde a arte, a ciência e a vida se entrelaçam. É uma busca por um presente que é, em si, o tempo do aprender.